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Skhirat é uma vila junto ao mar situada entre a capital administrativa, Rabat e a capital económica, Casablanca.
Quando se fala em Skhirat fala-se em zona balnear e turística, local para umas merecidas férias de praia, fala-se em território onde coexiste o cultivo de culturas complementares, cujos frutos e vegetais são uma indústria agrícola marcante, fala-se em descobertas arqueológicas…
Em tempos passados, Julho de 1971, foi palco de um golpe de Estado contra o Rei Hassan II. Em tempos recentes, Maio 2004, tornou-se o palanque de achados arqueológicos.
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Publié à 03:19 , le 15-jun-2011, Mots clefs :
 Cidade situada a 240 km a este de Laâyoune, foi fundada no final do século XIX pelo Sheikh Ma el Ainin, que se tornou um líder religioso da região. Opôs-se à presença francesa em Marrocos, tendo sido atacada e incendiada em 1912 por uma coluna militar francesa. Presentemente, à entrada da cidade, ainda subsiste “ a velha e histórica Smara”.
Algures no livro “Deserto” de J.M.G. Le Clézio, escreve-se “Nour procurava as altas palmeiras verde-escuras jorrando do solo, em filas apertadas à volta do lago de água clara, procurava os palácios brancos, os minaretes, tudo o que lhe tinham dito desde a infância, quando lhe haviam falado na cidade de Smara”.
A procura estará em cada um de nós ao tentar encontrar o trilho que nos conduz a mais uma cidade, ao procurar os traços de um passado e as linhas que se desenham no presente...
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Publié à 10:52 , le 11-jun-2011, Mots clefs :

N29 14.659 W9 11.178
Localizada no sul de Marrocos, junto à pista MA5, a vila berber de Amtoudi e as montanhas desérticas que a envolvem serão mais um dos pontos de interesse que a Expedição Anti Atlas 2011 poderá contemplar.

A vila alberga hoje cerca de 300 famílias e situa-se num oásis. A agricultura é a actividade primária. Entre os produtos destacam-se figos, alperces, amendoas, azeitonas, milho e cevada.
Um dos aspectos mais fascinantes desta vila é o seu celeiro, ou agadir, localizado no alto da montanha sobranceira à vila. Trata-se de um construção bem conservada, se bem que com uma história de 800 anos.

A subida faz-se a pé ou de mula/burro por um trilho estreito, mas seguro. É possível contratar guias no local.
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Publié à 09:26 , le 11-jun-2011, Mots clefs :

Chamam-lhe "a cidade das lendas". Conhecida por Trafaout, é uma cidade localizada na região de Tiznit, nas montanhas do Anti Atlas.
Acreditam que Napoleão por lá passou e porque não? O símbolo "Chapéu de Napoleão" esculpido pela erosão da rocha fortalece esta crença enraízada nas gentes locais.
É uma cidade espantosa, situada a cerca de 1200 metros da Altitude, com um souk vivo, gentes que compram e vendem os produtos e artesanato locais, cheiros e cores que o nosso olfacto e visão recusam esquecer e com uma diversidade paisagistica bastante interessante...Palmeirais, Olivais, Amendoeiras, terras verdes a fazer fronteira com o amarelo àrido da terra, cores azuis de pedras pintadas a contrastar com o granito rosado que a inclausura...
Esta cidade que se embeleza a si própria torna-se ainda mais fascinante ao nosso olhar quando em Fevereiro vê desabrochar a flor das suas amendoeiras.
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Publié à 06:31 , le 9-jan-2011, Mots clefs :
Em Colomb-Béchar, na Argélia, mas muito próximo de Marrocos e do trajecto que liga Figuig a Boudnib, fica o monumento que assinala o local da morte do general Leclerc de Hauteclocque.
Philippe François Marie (22-11-1902 a 28-11-1947), conde de Hautecloque, e posteriormente Leclerc de Hauteclocque, foi um general francês muito famoso durante a II Guerra Mundial. Ficou conhecido por comandar as forças aliadas que libertaram Paris. Igualmente representou a França no acto de rendição do império japonês, dia 2 de Setembro de 1945.
Terminada a guerra, recebeu o comando do CEFEO (Corps expéditionnaire français en Extrême-Orient), fixando-se então na Indochina Francesa, local onde assistiria aos primeiros conflitos com as milícias nacionalistas (futuro Vietname).
Já com o cargo de Inspector-Geral das Forças na África do Norte, Leclerc morreria em 1947 num acidente de aviação, quando o bombardeiro em que seguia se despenhou num monte próximo de Colom-Béchar. Segundo a versão oficial, tratou-se de um acidente. As "teorias da conspiração" contam, no entanto, uma "história" diferente: o general teria sido antes vítima de um atentado, e ligam-no mesmo à morte do geólogo Conrad Kilian. Assim, a morte de ambos estaria relacionada com a riqueza do subsolo da região recém-pacificada de Fezzan em volfrâmio e com o interesse demonstrado pelos britânicos.
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Publié à 11:40 , le 11-avr-2010, Mots clefs :

Isolada nas montanhas, rodeada por um relevo acidentado, encontra-se uma encruzilhada de pistas utilizada tradicionalmente pelas caravanas de camelos vindas do Norte para Sul ou de Este para Oeste. Estamos em Iche.
Iche ou Yiche é uma pequena vila aninhada num vale junto de seu palmeiral, situada na ponta Nordeste do “Jebel Abienen”, um dos cornos setentrionais do maciço de “Beni Smir” (2160 m). O vale de Iche está encaixado entre este maciço e o maciço “Jebel MZI” (2200 m), que separa Iche da Algéria.
Os significados da sua designação, isolado e único, não podem ser mais apropriados. Mas há mais a dizer…Em Figuig, o significado é outro, chamam-lhe o corno, o canto (ahyIchei). Apesar de diferentes não se contradizem, pelo contrário, traduzem a representação geográfica deste oásis.
Reza a história que no século XIX, o movimento de caravanas era intenso trazendo uma certa prosperidade a este local. Iche era um local de retemperamento de forças dos homens e animais que faziam parte das caravanas que por ali passavam, de reagrupamento, antes da travessia por regiões hostis do Norte ou do Sul.
As imagens do presente mostram-nos uma vila onde as habitações estão agrupadas num Ksar em redor da mesquita e restos da cidade. São apoiadas por cavernas de arenito rochoso cavado, que fica no centro de uma depressão, uma espécie de carreiro que interrompe a regularidade do planalto rochoso sobre a margem esquerda do rio.
As cavernas, dizem, ter sido habitadas outrora pelos jovens mais pobres. Ao longo de toda a falésia, pode-se observar acessos por vertentes rochosas, por vezes, estreitos. É curioso observar o conjunto de grutas naturais e artificiais construídas abaixo e acima desses cumes rochosos.
Diz-se possuir águas terapêuticas. Fazem duas colheitas anuais de batatas, feito excepcional se considerarmos que crescem num raio de 300 km. Caso diferente, são as palmeiras que na sua maioria não conseguem produzir os frutos que dela são originários. Contudo, e quase como compensação pelo seu palmeiral “pouco produtivo”encontramos várias árvores de fruto como a macieira, que em meados de Junho até final de Julho adocicam o ar com o seu perfume.
Os damasqueiros também marcam presença, as árvores com frutos vermelhos e folhas espinhosas ajudam a colorir a paisagem. E ainda hoje, a colheita da uva é abundante.
Depois de tudo o que aqui foi relatado, Iche parece-me simples, sossegada e ao mesmo tempo imbuída de uma atmosfera intensa, bela onde ainda parece existir a presença do seu passado histórico. Um olhar mais atento no local, o confirmará ou não.

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Publié à 11:41 , le 7-jan-2010, Mots clefs :
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