VADIAR VERSUS VIAJAR

Espaço de partilha para as nossas viagens e expedições por Marrocos e não só.

Um oásis de montanha

Publié dans Marrocos

 

Isolada nas montanhas, rodeada por um relevo acidentado, encontra-se uma encruzilhada de pistas utilizada tradicionalmente pelas caravanas de camelos vindas do Norte para Sul ou de Este para Oeste. Estamos em Iche.

 

Iche ou Yiche é uma pequena vila aninhada num vale junto de seu palmeiral, situada na ponta Nordeste do “Jebel Abienen”, um dos cornos setentrionais do maciço de “Beni Smir” (2160 m). O vale de Iche está encaixado entre este maciço e o maciço “Jebel MZI” (2200 m), que separa Iche da Algéria.
Os significados da sua designação, isolado e único, não podem ser mais apropriados. Mas há mais a dizer…Em Figuig, o significado é outro, chamam-lhe o corno, o canto (ahyIchei). Apesar de diferentes  não se contradizem, pelo contrário, traduzem a representação geográfica deste oásis.
Reza a história que no século XIX, o movimento de caravanas era intenso trazendo uma certa prosperidade a este local. Iche era um local de retemperamento de forças dos homens e animais que faziam parte das caravanas que por ali passavam, de reagrupamento, antes da travessia por regiões hostis do Norte ou do Sul.
As imagens do presente mostram-nos uma vila onde as habitações estão agrupadas num Ksar em redor da mesquita e restos da cidade. São apoiadas por cavernas de arenito rochoso cavado, que fica no centro de uma depressão, uma espécie de carreiro que interrompe a regularidade do planalto rochoso sobre a margem esquerda do rio.
As cavernas, dizem, ter sido habitadas outrora pelos jovens mais pobres. Ao longo de toda a falésia, pode-se observar acessos por vertentes rochosas, por vezes, estreitos. É curioso observar o conjunto de grutas naturais e artificiais construídas abaixo e acima desses cumes rochosos.
Diz-se possuir águas terapêuticas. Fazem duas colheitas anuais de batatas, feito excepcional se considerarmos que crescem num raio de 300 km. Caso diferente, são as palmeiras que na sua maioria não conseguem produzir os frutos que dela são originários. Contudo, e quase como compensação pelo seu palmeiral “pouco produtivo”encontramos várias árvores de fruto como a macieira, que em meados de Junho até final de Julho adocicam o ar com o seu perfume.
 Os damasqueiros também marcam presença, as árvores com frutos vermelhos e folhas espinhosas ajudam a colorir a paisagem. E ainda hoje, a colheita da uva é abundante.

Depois de tudo o que aqui foi relatado, Iche parece-me simples, sossegada e ao mesmo tempo imbuída de uma atmosfera intensa, bela onde ainda parece existir a presença do seu passado histórico. Um olhar mais atento no local, o confirmará ou não.


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Publié à 11:41 , le 7-jan-2010,
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FIGUIG - A CIDADE DAS SETE VILAS

Publié dans Marrocos

Figuig é um Oasis Cidade, constituída por sete vilas muradas, localizada no nordeste Marrocos. Rodeada pelos três lados da fronteira argelina, Figuig era a última paragem em Marrocos para os peregrinos que se dirigiam na longa caminhada de Meca.

Hoje em dia não é possível entrar Argélia sem visto e Figuig não serve mais como um stop-over para os viajantes. É, no entanto, um lugar interessante para quem quiser apreciar a entrada de um oceano de areia - o Sahara .

Os sete vilas, que estão apenas a algumas centenas de metros de distância umas das outras, são típicas de um oásis isolado no deserto do Sahara.

Esta distribuição das vilas era uma defesa contra a ameaça das invansões do passado.Assim, dividindo a cidade em vilas, geralmente apenas uma ou duas vilas seriam conquistadas.

As vilas têm a particularidade de ter uma cobertura nas passagens entre as casas. Estas coberturas são construídos por troncos de palmeira encastrados nas paredes e em seguida cobertas com uma espessa camada de lama e barro. Estes passeios oferecem uma grande protecção, sendo fresco no verão e quente no inverno.

Os muros e as casas são construídas de barro e entulho e precisa ser avaliadas na Primavera, após as chuvas. Hoje em Figuig já aparecem construções novas, em alvenaria de tijolo e com estrutura em betão armado.

Figuig, tem mais de 200.000 palmeiras que são regadas através de 3 poços artesianos. Hoje  a getão da água em Figuig é uma das tarefas mais importantes, já que é necessário salvaguardar o futuro. O verde das palmeiras contraste com o ocre e marrom estéril da paisagem.

Caminhar entre os seus jardins, degustação de uvas no Outono, comer uns figos no  verão, ou umas amêndoas, que crescem em todos os terrenos dos "Figuiguianos" para seu próprio consumo.

Não deve deixar de ver o complexo sistema de irrigação do Oásis.

Aprecie o silêncio de uma cidade onde ninguém tenta assediá-lo ou incomodá-lo. Aprecie ao caminhar por mulheres em suas tradicionais vestes brancas, ou os homens que jogam "shiiit" nas praças da vila.

Fica a sugestão.

 

 


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Publié à 05:38 , le 28-déc-2009, Province de Figuig
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Tradição/Costume/Identidade em perigo?

Publié dans Sahara Ocidental

Timbuktu (também chamada Tombuctu ou Timbuctu) é uma cidade tuaregue à beira do rio Níger no Mali. Foi fundada com o propósito de servir as caravanas que traziam sal das minas do deserto do Saara para trocar por ouro e escravos, trazidos do sul por aquele rio. Posteriormente, tornar-se-ia uma importante cidade universitária, habitada por muçulmanos, cristãos e judeus durante centenas de anos, constituindo um centro de tolerância religiosa e racial.

 

 

Esta cidade conhecida como a “cidade santa”, a “misteriosa”, a “inacessível”, a “cidade do ouro” foi um dos maiores centros comerciais da história africana da rota do sal e outras mercadorias, estando inserida na lista do Património Mundial em Perigo da Unesco desde 1988. O pedaço de terra que durante séculos preservou a sua cultura, costumes e tradições vê-se agora ameaçado pela modernização e alterações climáticas. Fica, como testemunho do perigo da perda de identidade local, o link que se transcreve :

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Publié à 05:55 , le 6-déc-2009,
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Momentos Inesquecíveis

Publié dans Marrocos


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Publié à 04:18 , le 18-nov-2009,
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Marrocos

Publié dans Marrocos

O reino de Marrocos é banhado pelo oceano Atlântico a oeste, e pelo mar Mediterrâneo a norte, e faz fronteira com a Argélia a leste, a sul e sudeste com a Mauritânia. Abrange uma área total de 446 550 km² e está localizado no chamado Magrebe. As cidades principais são Rabat, Casablanca, Fés, Marrakech e Meknés sendo a capital Rabat. Em todas podemos encontrar traços que caracterizam a tradicional arquitectura urbana marroquina: uma medina (centro comercial e residencial), uma mesquita central, o palácio real, o mellah (bairro judeu) e os suqs (mercados), tudo cerrado por uma muralha que servia para fortificar a cidade.

 

Marrocos caracteriza-se por ser um país preenchido pela diversidade de elementos naturais, que facilmente surpreende o turista mais atento. Destacam-se duas cadeias montanhosas: o Rif, com a orientação noroeste-sudeste, que faz, geologicamente, parte das cordilheiras do Sul da Península Ibérica, e que tem como ponto mais alto o monte Tidirhine com 2456 m; e o Atlas, no Centro do país, com a orientação leste-oeste, cujo ponto mais alto é o monte Tubkal (4165 m). Um país de terras áridas do deserto do Saara a Sul, um país onde existem cascatas de 60 metros de altura ou florestas com cedros centenários, um país com uma costa litoral entre as águas claras do oceano Atlântico e do Mar Mediterrâneo e neve que pontua os cumes da Cordilheira Atlas no inverno.
A sua moeda é o Dirham. O idioma falado é o árabe (oficial) e o berbere francês.

Por tudo isto e muito mais, este país merece ser visitado e sentido.


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Publié à 06:46 , le 18-oct-2009,
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Rostos do Atlas

Publié dans Marrocos


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Publié à 09:02 , le 23-sep-2009,
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